Falo alto, dou gargalhadas, às vezes sento de pernas abertas. Meu tênis está sujo, tenho preguiça de lavá-lo, assim como não tenho paciência para arrumar as minhas meias. Durmo de qualquer jeito e quando durmo de camisola, ela nunca fica abaixo da minha cintura. Choro, faço escândalo, brigo e falo palavrões. Muitos palavrões. Fico angustiada e quando estou assim ninguém me suporta. Sou um tanto exigente, reclamo demais da minha vida e ainda sou do contra. Minto e me arrependo. Posso ser bastante grudenta. Posso, não. Eu sou. Sou assim mesmo, da cabeça aos pés. Um produto com defeito que não vê nada demais no Justin Bieber, que não gosta de comer o resto do chocolate que ficou na panela e que acha que comer melancia com as mãos é melhor. Chata, exagerada, dramática. Não sou perfeita, não.
sábado, 25 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Masks
Toda máscara tem duas aberturas na área dos olhos, para que, mesmo quando privamos o mundo de ver nossa verdadeira face, consigamos, mesmo assim, enxergar. Com a idade, as pessoas vão, aos poucos descobrindo que é tão cômodo, é tão mais seguro esconder a fisionomia, que passam a achar que não vale mesmo a pena presentear o mundo com transparência.
No entanto, são justamente os olhos que desmentem as máscaras. Eles estão e estarão para sempre lá, descobertos. E eu, da mesma forma que você, mesmo vivendo num interminável baile de máscaras, já aprendi a olhar através da porcelana, a fitar os olhos tristes que estão logo acima do sorriso radiante.
No entanto, o que eu enxergava era tão bonito que me parecia apenas a mais bela máscara do baile, uma plástica distração que me transformaria em joguete, hipnotizado por aquela face que ostentava dolorosa beleza. Até hoje apalpo teu rosto procurando emendas, desníveis, vestígios de cola ou encaixes bem-feitos, sem sucesso algum. Me deixei ser levado por tamanho encanto, e sigo flutuando em simples nuances de voz, sussuros inesperados e intrincados escritos.
Abriu-se uma roda. Somos o par que dança alegremente entre os mascarados, sentindo na pele do rosto a brisa de lança-perfume que faz parar o tempo, devidamente despidos das máscaras.
No entanto, são justamente os olhos que desmentem as máscaras. Eles estão e estarão para sempre lá, descobertos. E eu, da mesma forma que você, mesmo vivendo num interminável baile de máscaras, já aprendi a olhar através da porcelana, a fitar os olhos tristes que estão logo acima do sorriso radiante.
No entanto, o que eu enxergava era tão bonito que me parecia apenas a mais bela máscara do baile, uma plástica distração que me transformaria em joguete, hipnotizado por aquela face que ostentava dolorosa beleza. Até hoje apalpo teu rosto procurando emendas, desníveis, vestígios de cola ou encaixes bem-feitos, sem sucesso algum. Me deixei ser levado por tamanho encanto, e sigo flutuando em simples nuances de voz, sussuros inesperados e intrincados escritos.
Abriu-se uma roda. Somos o par que dança alegremente entre os mascarados, sentindo na pele do rosto a brisa de lança-perfume que faz parar o tempo, devidamente despidos das máscaras.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Fuck, I melt when I see ya
Let me be the one who calls you baby all the time. Surely you can take some comfort knowing that you're mine. Just hold me tight, lay by my side and let me be the one who calls you baby all the time. I found my place in the world, could stare at your face for the rest of my days. Now I can breathe, turn my insides out and smother me. Warm and alive I'm all over you, would you smother me? Let me be the one who never leaves you all alone. I hold my breath and lose the feeling that I'm on my own. Hold me too tight stay by my side and let me be the one who calls you baby all the time.When I'm alone time goes so slow, I need you here with me and how my mistakes have made your heart break still I need you here with me, baby I'm here. Now I can breathe, turn my insides out and smother me. Warm and alive I'm all over you, would you smother me?
Let me be the one who calls you baby all the time.
The Used - Smother Me
terça-feira, 31 de agosto de 2010
out of order for now
Meu coração está como uma televisão agora, fora do ar, de sintonia. Fora das 'prateleiras' e sem vagas para novos amores por enquanto, porque ele está cansado e machucado.

"Tô exausta de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com mais ninguém."
Caio Fernando de Abreu, um pouco modificado.
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